20 de
Novembro de 2012
O show
da Consciência Negra.
Existem
muitas maneiras de celebrar a imortalidade de Zumbi dos Palmares e a
Coordenação de Políticas para Negros e Indígenas – CPPNI que chefio na
Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, em conjunto com a Secretaria da
Cultura através da Assessoria de Gênero e Etnia e da CONE, lançou uma nova fase
de popularização do Programa São Paulo Contra o Racismo promovendo um conjunto de atividades.
Iniciamos com a tradicional Missa Afro promovida pela Pastoral Afro na Catedral da Sé com a presença de inúmereas delegações de Comunidades Afro Paulistanas e com a prestigiosa presença da Secretária de Justiça e da Defesa da Cidania Eloisa de Sousa Arruda

Primeiro o lugar é simbólico. Naquele belo espaço de hoje lembranças de um passado sombrio em que muita gente nossa tombou culminando com a chacina dos 111 detentos em 2 de outubro de 1992.
Hoje,
transformado num belíssimo parque o invadimos com muita cultura negra.
Congada, Moçambique, Capoeira, Samba de Roda, Afoxé, Contação de Histórias,
Roda de Samba, Rap, Samba-Rock e aquela incontida alegria do povo negro
enfeitando o parque.
Em
segundo lugar o trabalho de conscientização do que representa o Dia da Consciência Negra e a divulgação
da Lei 14.187/2010 que dá consistência o Programa São Paulo Contra o Racismo.
Foram
distribuídos 5000 folhetos e, ao final do evento, vi pouquíssimos jogados ao
chão comprovando que o principal trabalho de reflexão e informação da população
foi realizado com sucesso.
Em
terceiro lugar, confesso que tive as minhas preferências e me deliciei com o que
é mais popular.
O samba de roda da Nega Duda que mantém como ninguém a tradição do recôncavo.
E a minha sambista preferida
no momento a fantástica Fabiana Cozza comemorando ali os seus quinze anos de
carreira.
Fabiana
Cozza quando convidada a participar do evento impôs uma condição. Queria cantar
no meio do público, fazendo uma roda de samba com as Tias Baianas Paulistas
e
com a Velha Guarda da Camisa Verde e Branco,
uma vez que ela, como eu, é verde e branco até a morte. Foi demais,
curtição e emoção com todo mundo, de pé no chão, cantando sambas incríveis e
saudando o Afoxé Ilê Omo Dadá que passava no local e foi chamado por Fabiana
pra se juntar a galera.
O
balanço foi que milhares de pessoas – não vou dar números não, vejam as fotos
abaixo e concluam – celebraram o conosco. o melhor Dia da Consciência Negra de todos os
tempos já realizado em São Paulo numa grande homenagem ao nosso grande herói –
Zumbi dos Palmares.
A forte chuva não espantou o público que, em parte, se abrigou na improvisada tenda feita com a faixa - São Paulo Contra o Racismo. Um grande barato.
Bebeto e convidados abrilhantou a tarde e o grande encerramento com Fundo de Quintal e convidados
fez o melhor Dia da Consciência Negra de todos os tempos já realizado em São Paulo numa grande homenagem ao nosso grande herói –Zumbi dos Palmares.
Valeu Zumbi
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