sexta-feira, 28 de setembro de 2012



115 Anos do Clube Beneficente Cultural e Recreativo Jundiaiense 28 de Setembro.

 

Fundado por negros jundiaienses, o Clube Beneficente Cultural e Recreativo Jundiaiense “28 de Setembro” nasceu da união de duas sociedades: O Clube 28 de Setembro, fundado em 1° de janeiro de 1897 e o Clube Recreativo Jundiaiense, fundado em 1934. É reconhecido como o mais antigo Clube Social Negro do Estado de São Paulo, em funcionamento. Seu nome é uma homenagem a Lei do Ventre Livre, instituída em 28 de Setembro de 1871.

Atualmente o Clube “28 de Setembro” continua cumprindo seu papel recreativo, educativo e cultural, promovendo bailes e comemorações nas datas festivas além de desenvolver projetos, buscando afirmar-se enquanto importante Ponto de Cultura da cidade de Jundiaí contando com oficinas de vídeo, dança de rua, capoeira, informática e afro-ragga , oferecidas gratuitamente à população

O 28 de Setembro de Jundiaí é um símbolo da resistência da população negra jundiaiense e um exemplo para todo o Brasil.

Conheça mais essa centenária história:




quarta-feira, 5 de setembro de 2012


PROAC – CULTURA NEGRA

Aguardado ha muito tempo e pactuado como uma importante ação entre a Coordenação de Políticas para a População Negra e Indígena da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania e a Assessoria de Gênero e Etnia da Secretaria da Cultura está em andamento o ProAC Cultura Negra com prêmio de R$ 40 mil por projeto.
Fique atento às condições do projeto e com o prazo de encerramento.

O que é o Programa de Ação Cultural ?

A Lei nº 12.268 de 20/02/06 instituiu o Programa de Ação Cultural

São objetivos do Programa de Ação Cultural:
• Apoiar e patrocinar a renovação, o intercâmbio, a divulgação e a produção artística e cultural no Estado;
• Preservar e difundir o patrimônio cultural material e imaterial do Estado;
• Apoiar pesquisas e projetos de formação cultural, bem como a diversidade cultural;
• Apoiar e patrocinar a preservação e a expansão dos espaços de circulação da produção cultural.

O Programa de Ação Cultural é dividido em duas formas de apoio:

1. Editais/Concursos: apoio por meio da seleção pública de projetos cuja premiação é proveniente de recursos orçamentários da Secretaria de Estado da Cultura;

2. Incentivo Fiscal (ICMS): apoio por meio de patrocínio(s) de contribuintes habilitados do ICMS a projetos previamente aprovados pela Secretaria de Estado da Cultura.

Editais Programa de Ação Cultural

Os editais funcionam como concursos, com período de inscrição, regras e parâmetros específicos. Para cada edital, uma comissão de avaliação analisa e escolhe os projetos vencedores, que então recebem um valor – também pré-determinado no edital – que deve ser utilizado exclusivamente na realização do projeto.


PROMOÇÃO DA CULTURA NEGRA
Edital ProAC nº 26/2012

A SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA torna público o CONCURSO que fará realizar visando à seleção de projetos de PROMOÇÃO DA CULTURA NEGRA para apoio cultural, com observância na Lei Federal nº 8.666 de 21 de junho de 1993, Lei Federal nº 9.610, de  19  de fevereiro de 1998 (Lei de Direitos Autorais), no que couber, na Lei Estadual nº 6.544, de 22 de novembro de 1989, e alterações posteriores, Lei Estadual nº 12.268, de 20 de fevereiro de 2006, bem como toda a legislação complementar relacionada ao ProAC, e em conformidade com as condições e exigências estabelecidas neste Edital e seus anexos. para apoio cultural, com observância na Lei Federal nº 8.666 de 21 de junho de 1993, Lei Federal nº 9.610, de  19  de fevereiro de 1998 (Lei de Direitos Autorais), no que couber, na Lei Estadual nº 6.544, de 22 de novembro de 1989, e alterações posteriores, Lei Estadual nº 12.268, de 20 de fevereiro de 2006, bem como toda a legislação complementar relacionada ao ProAC, e em conformidade com as condições e exigências estabelecidas neste Edital e seus anexos.
  • Data Inicial: 13/08/2012 

  • Data Final: 28/09/2012
Leia aqui o edital completo: 
http://www.cultura.sp.gov.br/StaticFiles/SEC/edital/site_26.doc







domingo, 12 de agosto de 2012


Owens e Bolt
Diamantes Negros da Diáspora Africana




O fascínio mundial provocado pelas Olimpíadas é inegável. Desde antes da era das imagens da televisão em tempo real, todas as atenções mundiais, durante duas semanas se voltam para a aglomeração de atletas e esportes em alguma cidade do mundo que passa a ser uma espécie de Capital do Planeta Terra.

Desde a era do nazismo quando a Olimpíada aconteceu na cidade de Berlim na Alemanha, já sob o comando de Adolf Hitler, as Olimpiadas ganharam tambem um caráter de disputa entre brancos e negros com maior ou menor tensão.

Nas Olimpíadas as jóias da coroa são aquelas formadas pelo atletismo e, dentre elas o diamante central é a prova dos 100m rasos que define, em tese, o humano mais rápido do mundo a se movimentar por seus próprios meios e somente com a sua energia.

Ao findar as Olimpíadas de Londres, com um efeito de mídia assombroso, não há como não ressaltar o feito de duas jóias raras que são Jesse Owens e Usain Bolt os dois espetaculares atletas de origem africana que a partir da América inscreveram seus nomes, definitivamente, entre os Deuses do Olimpo.

Owens campeão na Olimpíada do nazismo
 

James Cleveland "Jesse" Owens (Oakville, 12 de setembro de 1913 - Tucson, 31 de março de 1980) foi um atleta e líder civil afro-americano. Ele participou nos Jogos Olímpicos de Verão de 1936 em Berlim, Alemanha, onde se tornou conhecido mundialmente por ganhar quatro medalhas de ouro nos 100 e 200 m rasos, no salto em distância e no revezamento 4x100 m.

Owens x Hitler
A notória propaganda pan-alemanista não ficou de fora dos Jogos Olímpicos de Berlim, tanto que o incentivo aos atletas germânicos (não judeus) foi tão grande que estes conseguiram colocar a Alemanha no topo do ranking com 33 medalhas de ouro seguidos do segundo colocado, os EUA com 24 medalhas de ouro.

Uma imensa movimentação foi feita, em que os anfitriões cantavam o hino alemão "Deutschland, Deutschland über Alles" ("Alemanha acima de todos", em português), saudavam com um "Sieg Heil".
Antes de começar a saga de Owens, Cornelius Johnson, um outro atleta negro, ganhou a medalha de ouro no salto em altura. Hitler que até então tinha apenas apertado a mão de um atleta finlandês e outro alemão ambos vencedores de atletismo, retirou-se do estádio logo no primeiro dia, após ser alertado pelo Comitê Olímpico Internacional de que teria de cumprimentar todos os vencedores ou nenhum destes. 

A versão conhecida de que Hitler tenha abandonado o estádio quando Owens venceu foi trocada pela de quando Johnson o fez. Isso porque a falsa propaganda aliada preferia consagrar Owens, que ganhou não uma, mas quatro medalhas.

Daí em diante entrava em cena Jesse Owens, que venceu os 100 m e 200 m rasos, revezamento de 400 m e salto em distância. Quando Owens venceu a prova dos 200 m ele mirou seus olhos para o COI e não para a tribuna de Hitler, pois Hitler estava ausente no dia. Jesse Owens foi aclamado por milhares de torcedores de diversas nações naquele dia, juntamente com o alemão Lutz Long, que terminou a prova em segundo lugar. Os EUA conseguiram vencer dez provas de atletismo. Destas, seis medalhas de ouro foram conseguidas com a participação de quatro negros.

A maior conquista de Owens foi não se contrapor ao regime hitlerista, mas sim abalar a noção racista da nação americana no século XX, como ele mesmo deixou bem claro em sua biografia. Ele declarou que o que mais o magoou não foram as atitudes de Hitler, mas o fato do presidente americano Franklin Delano Roosevelt não ter lhe mandado sequer um telegrama felicitando-o por suas conquistas na olimpíada.

Lutz Long o atleta alemão que fez questão de cumprimentar e reconhecer a superioridade de Owens.

Entretanto, a grande verdade é que Adolf Hitler estava realmente presente no dia e se negou a cumprimentar o vitorioso atleta, de acordo com sua ideologia nazista de que o homem branco era superior ao negro.

Bolt é bicampeão olímpico dos 100 m, 200m e 4X100 em Londres

 
 A Olimpíada de Londres veio também muito carregada de componente racista. Para quem acompanha o esporte mundial tem se observado, especialmente no futebol, a grande quantidade de ações contra esportistas negros que tem exigido a manifestação e a punição por parte das federações.

 Em Londres na semana de abertura dos Jogos Olímpicos, pelo menos dois atletas europeus foram cortados de suas delegações por racismo. Restava então comprovar a não existência dessa inferioridade nas provas de atletismo e aí surge o brilho desse enorme diamante Usain Bolt.

 (o time de olimpico dos 4X100m da Jamaica, Bolt, Blake, Carter e Frater) 
 
Usain St. Leo Bolt (Trelawny, 21 de agosto de 1986) é um atleta jamaicano, considerado por muitos jornalistas e analistas esportivos como o maior velocista de todos os tempos. (Bi)campeão olímpico e mundial, além de ser o detentor dos recordes mundiais nos 100 e 200 metros rasos, bem como no revezamento 4 x 100 metros, é o único atleta na história bicampeão em todas as três modalidades em Jogos Olímpicos de forma consecutivas.

Se os três ouros de Pequim-2008 já o colocavam como uma das estrelas do atletismo olímpico, na terra da Rainha ele confirmou o seu reinado 

Nada mais precisa ser aqui escrito entre na internet e curta o que o Mundo diz a seu respeito.



 




quinta-feira, 26 de julho de 2012

Seedorf
 

A primeira derrota no Brasil

 Não é o que o título pode sugerir na primeira leitura. Meu blog não passará a ser um espaço de comentário sobre o futebol o que poderia parecer pelo título desta postagem e pela derrota do time do Botafogo na estréia de Seedorf no último domingo.

A derrota a que me refiro é a da negação da sua Pátria, do seu país de nascimento pela imprensa brasileira.

Seedorf não é holandês de nascimento, ele nasceu aqui, na América do Sul, ao norte do Brasil, vizinho ao Pará num país de negros chamado Suriname.

Seedorf é um dos grandes jogadores do Mundo, além de um craque de futebol, uma pessoa muito educada, cordial e acima de tudo disciplinada. Em mais de 800 (oitocentas) partidas de futebol que jogou, nunca foi expulso. Agora no Brasil acho difícil que isto se mantenha conhecendo o nosso “racismo cordial”, logo um desses muitos incompetentes do apito o colocará para fora para entrar na história.

Voltando ao tema desta postagem, Seedorf nasceu no Suriname, antiga Guiana Holandesa um país que já foi uma possessão holandesa e que se tornou independente em 1975, portanto, quando Seedorf nasceu em 1 de abril de 1976, já nasceu em um país livre, da América do Sul e não é um europeu como a branca imprensa do Brasil quer fazer dele.

 
O surinamês Seedorf não esquece as suas origens e tem um grande projeto social na cidade de Paramaribo, sua cidade natal e Capital do Suriname.

 Paramaribo Suriname Tropical Images
 
 at Paramaribo market  Images 

A imprensa brasileira, especialmente a dos grandes veículos, talvez seja a única que tem duas cores, uma conhecida no jargão jornalístico que é conhecida como “imprensa marrom” que é aquela que superdimensiona os fatos (e que sob esse aspecto não se aplica o qualificativo “marrom”, felizmente, a grande maioria que é independente) e a outra é a branca onde tudo que é negro e de boa qualidade se transforma em branco, ainda que tenha que se forçar a barra como a de transformar um surinamês em europeu.

Outro contundente exemplo é o Papa Benedito XVI – homenagem ao santo São Benedito – que viveu muitos anos na Itália, mas nasceu na antiga Abissínia, portanto, negro, e que aqui no Brasil ao virou Bento XVI que é outro santo, todavia branco.

Aqui no Brasil não existe nenhum órgão de imprensa que chame o alemão Joseph Alois Ratzinger – seu nome de batismo – em Benedito XVI. Como São Benedito é negro e muito louvado pelos negros e também pelos brancos em todo o Brasil, decidiu-se que aqui em Terra de Pau Vermelho – o Pau Brasil – ele é Bento.

Vale a pena ler o artigo sobre a revista Crescer da editora Globo publicado no blog: http://eracilada.blogspot.com.br/2012/07/crescer-e-suas-criancas-brancas.html -  para conhecer o caráter discriminador das nossas publicações.