quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Francisco de Paula Brito: o 1º livreiro brasileiro morreu em 15 de dezembro de 1861

O primeiro grande editor do Brasil, Francisco de Paula Brito, um negro que se tornou o editor preferido da elite carioca. Sem ele a imprensa e a literatura brasileira não seriam as mesmas.

Brito foi um grande empreendedor que se transformou precursor da imprensa e do mercado literário no país. A historiografia registra que o tipógrafo lusitano Isidoro da Fonseca trouxe o primeiro prelo ao Brasil, Rio de Janeiro, em 1747. Depois a Imprensa Régia em 1808. Contrariando a todos, o comerciante lisboeta Antônio instalou uma tipografia em Salvador, BA, em 1811. O francês Pierre René François Plancher de la Noé, usando o título Impressor Real, colocou a constituição do Brasil império no papel e fundou o Jornal do Commércio. Todos antecederam Francisco de Paula Brito, entretanto, nenhum deles contribuiu de forma definitiva para formação e desenvolvimento da imprensa e literatura do Brasil. Sua loja Tipografia Fluminense de Brito & Cia atuava como uma fábrica de pasquins pois muitos recorriam a seu trabalho para ter seus jornais impressos. Em suas gráficas rodava jornais e pasquins, promovia a discussão sobre literatura.

Tornou-se também o primeiro empresário negro do País e deu início ao movimento editorial brasileiro.

 
A redescoberta de Paula Brito apenas tenta reparar mais uma injustiça quase histórica.

As marcas deixadas por Paula Brito estão em seus jornais, obras que produziu ou patrocinou ou ainda como precursor do conto nacional. Ao olhar para ele se tinha a impressão de fitar apenas um sonhador. Afinal, o número de leitores no país era muito pequeno. Mas como homem a frente de seu tempo que o era, ele apostou e venceu.

O poeta e senador Francisco Otaviano, os ministros Euzébio de Queiroz e José Maria da Silva Paranhos, Barão do Rio Branco, eram algumas das personalidades que frequentavam sua loja. Depois de sua tipografia viria a paulistana Casa Garraux, em 1870, a livraria B. L Garnier, 1860 e 70, e no final do século XIX a livraria José Olympio Editora, em 1930.

Biografia

Nascido no Rio de Janeiro em 2 de dezembro de 1809, era filho do carpinteiro Jacinto Antunes Duarte e de Maria Joaquina Conceição Brito. Desde muito cedo ele enfrentou as dificuldades peculiares da população pobre. Abandonou os estudos ainda cedo para se tornar um 'operário das tintas' tendo executado trabalho como aprendiz na Tipografia Nacional. Seu senso de mercado e de oportunidades compensava sua deficiência escolar.

Em 1827 foi contratado pelo Jornal do Commércio como compositor gráfico. Quatro anos depois, era dono do seu próprio negócio pois adquirira a loja de encadernação de um primo. Em muito breve a Tipografia Fluminense de Brito & Cia tornara-se ponto de encontro de intelectuais e políticos.

Em uma de suas tipografias ele abriu portas para um jovem escritor, Machado de Assis, que na época tinha por volta de 20 anos. Durante anos Machado foi colaborador em versos e prosa e publicando livros nos jornais e revistas do já velho editor.

Em 1832, redige e publica " A Mulher do Simplicio ou A Fluminense Exaltada, jornal que de forma pioneira, busca atrair o público feminino.

 Em setembro de 1833, lança o periódico O Mulato - O Homem de Cor. O jornal durou apenas dois meses, mas neste curto tempo abriu espaço para pessoas negras.

Devido sua posição contrária a escravatura, não foram poucas as tentativas de embranquecer Paula Brito. O preconceito não impediu que ele se tornasse o livreiro preferido da elite carioca e o principal editor de sua época. O editor faleceu em 15 de dezembro de 1861.

Em sua loja reuniam-se Gonçalves Dias, Casimiro de Abreu, Araújo Porto-Alegre, Laurindo Rabelo entre outros. Os romancistas Joaquim Manuel de Macedo e Manuel Antônio de Almeida, o compositor Francisco Manuel da Silva, autor da música do hino nacional brasileiro, deixou uma composição em parceria com Paula Brito " A Marrequinha de Iaiá".

No total, Francisco de Paula Brito lançou 372 publicações, 214 obras de ficção, 100 dramas, 43 óperas, 47 traduções do italiano e do francês e 24 edições de autores brasileiros.
Entre os autores brasileiro, ele lançou o primeiro romance " O Filho do Pescador", de Teixeira e Souza, 1843. Últimos Contos, de Gonçalves Dias, 1851. Também lançou as primeiras peças de teatro legitimamente brasileiras como Antônio José ou O Poeta e a Inquisição; A Confederação dos Tamoios, de Gonçalves de Magalhães, em 1857.


Admirado por sua força de vontade para investir em autores brasileiros, Dom Pedro II, tornou-se acionista de sua tipografia, Dois de Dezembro, inaugurada em 1850. Paula Brito alcançou sucesso ao publicar seus contos nos jornais " O Enjeitado" e A Mãe-Irmã.

(in: http://agenciafm.blogspot.com/2010/04/francisco-de-paula-brito-200-anos.html)

Social democracia se faz com participação.

A social-democracia é uma ideologia internacional de política de esquerda dos que acreditam na transição para uma sociedade mais igualitária através da supremacia da ação política em oposição à supremacia da ação econômica que não respeita o ser humano.
Integram essa corrente de pensamento pessoas, grupos e organizações que acreditam na particpação de todos em busca do bem comum, num verdadeiro processo de inclusão, sem nenhuma forma de discriminação ou marginalização.
O PSDB foi criado com essa filosofia e o alcance desse objetivo, desde o seu primeiro momento, congregou nomes da maior importância e compromisso com as causas das comunidades, como os paulistas Franco Montoro, Mário Covas, Magalhães Teixeira, Lucy Montoro, Serra, José Anibal e figuras nacionais como Fernando Henrique Cardoso, Teotônio Vilela, Tasso Jereissati, Aécio Neves, José Richa, , Ruth Cardoso.
Muitos de nós da Comunidade Negra também chegamos neste momento e continuamos dentro dessa sigla partidária, porque acreditamos que é a única que verdadeiramente pode fazer com que o Brasil seja um País mais justo.
A Comunidade Negra, e outros segmentos do PSDB como Jovens, Mulheres e Sindicalistas, organizaram –se em secretariados buscando inserir dentro do Partido uma discussão mais profunda de temas específicos e obtiveram avanços importantes para cada um deles.
Todavia, no nosso entender, é possível fazer mais. É preciso fazer mais porque, especialmente em relação aos afrobrasileiros, a nossa invisibilidade e exclusão das questões partidárias e das decisões de governo nos locais administrados pelo PSDB ainda é muito grande.
Em diversos campos de atividade é preciso ser organizado para ser incluído e ouvido. Na política isso é especialmente verdadeiro e é o que estamos buscando.
Queremos, e o Brasil precisa, de um PSDB forte, organizado, com a participação e com a possibilidade de serem ouvidos todos os setores da sociedade e a Comunidade Negra, que representa hoje mais da metade da população brasileira, tem que se organizar para participar de forma influente no PSDB.
Vamos aumentar a nossa participação e influência na construção de uma socidade justa, sonhada por todos os que militam e acreditam na Social Democracia.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Parabéns Alaíde , uma das nossas maiores cantoras

Alaíde Costa 08/12/1935
Começou a carreira cantando em programas de calouros infantis nas rádios Tupi, Nacional e Clube do Brasil. Em 1957 gravou seu primeiro disco pela Odeon, "Tarde Demais". Dois anos depois foi procurada por João Gilberto e passou a gravar bossa nova, participando de shows do movimento. Em 1964 obteve grande sucesso no programa O Fino da Bossa cantando "Onde Está Você" (O. Castro Neves/ L. Fiorini), que lhe rendeu contrato na TV Record. De 1966 a 1972 esteve afastada do meio artístico por problemas de saúde, até que em 72 voltou a gravar diversos compactos e LPs com composições de Milton Nascimento, Paulinho da Viola, Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, entre outros. A gravação de "Me Deixa em Paz" (Monsueto/ A. Amorim) em dueto com Milton no disco "Clube de Esquina" impulsionou sua volta aos palcos. Em 1988 lançou "Amiga de Verdade", com a participação de diversos músicos. Em 1994 iniciou um trabalho com o pianista João Carlos Assis Brasil, que resultou em um CD ao vivo, lançado em 1995.
Veja o presente que ela nos dá aqui:http://www.youtube.com/watch?v=wh-eSlqi900

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Parabéns Alaíde Costa, uma das nossas maiores cantoras

Alaíde Costa 08/12/1935
Começou a carreira cantando em programas de calouros infantis nas rádios Tupi, Nacional e Clube do Brasil. Em 1957 gravou seu primeiro disco pela Odeon, "Tarde Demais". Dois anos depois foi procurada por João Gilberto e passou a gravar bossa nova, participando de shows do movimento. Em 1964 obteve grande sucesso no programa O Fino da Bossa cantando "Onde Está Você" (O. Castro Neves/ L. Fiorini), que lhe rendeu contrato na TV Record. De 1966 a 1972 esteve afastada do meio artístico por problemas de saúde, até que em 72 voltou a gravar diversos compactos e LPs com composições de Milton Nascimento, Paulinho da Viola, Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, entre outros. A gravação de "Me Deixa em Paz" (Monsueto/ A. Amorim) em dueto com Milton no disco "Clube de Esquina" impulsionou sua volta aos palcos. Em 1988 lançou "Amiga de Verdade", com a participação de diversos músicos. Em 1994 iniciou um trabalho com o pianista João Carlos Assis Brasil, que resultou em um CD ao vivo, lançado em 1995.

Veja o presente que ela nos dá aqui: http://www.youtube.com/watch?v=wh-eSlqi900

domingo, 5 de dezembro de 2010

Morreu Nelson Salomé, o deputado negro de Araras

Morreu na madrugada deste domingo (05/12) o médico e ex-deputado estadual Nelson Salomé, aos 79 anos de idade. Salomé estava enfermo desde o final de 2008, vítima de um AVC.
Uma das personalidades políticas mais conhecidas da região de Araras, Salomé fez a sua carreira profissional de médico obstetra e política, na cidade onde foi vereador, vice-prefeito e deputado estadual pelo PSDB
Um homem negro de grandes qualidades que dignificou as atividades as quais se dedicou. Uma grande perda para a Comunidade Negra de maneira geral e de maneira particular para a Militância Negra do PSDB.